Como preparar a lancheira do seu filho?

Como preparar a lancheira do seu filho, com os alimentos certos você consegue fazer uma lancheira equilibrada e saborosa todos os dias.

  • Como preparar a lancheira do seu filho?

A alimentação é, sem dúvida, uma das maiores preocupações de pais e mães, independentemente da idade do filho. Muitas vezes, no entanto, as atenções deles ficam voltadas às refeições principais. Talvez porque não imaginem a importância que as merendas desempenham na saúde infantil. “Os lanches têm a função de completar os nutrientes que a criança precisa ao longo do dia, o que normalmente não se alcança apenas com café da manhã, almoço e jantar”, explica a nutricionista Priscila Maximino, do Instituto de Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil (Pensi), do Sabará Hospital Infantil, de São Paulo. Além disso, dão energia e auxiliam o aprendizado, especialmente no período escolar.
 
O problema é que boa parte das lancheiras se resume a snacks pouco variados e, geralmente, industrializados. Os carboidratos, como pão, bolo e biscoitos, dominam e “roubam” o espaço de outros grupos alimentares essenciais (veja quadro a seguir). Para piorar, porções e horários inadequados conferem ao lanche o ingrato título de “estraga-apetite”. Segundo a engenheira de alimentos e consultora em alimentação infantil Mayra Abbondanza (SP), é simples resolver isso. “As quantidades variam de acordo com a idade, o peso e a fome de cada criança, além das atividades que realizaram ou realizarão ao longo do dia”, explica ela, que tem quatro filhos e vai lançar em breve o app Lanchinho Legal.
 
Por exemplo, nas manhãs em que a criança tem aula de futebol, obviamente, vai precisar de mais calorias do que nas que fica em casa. A hora em que sai da cama também influencia. De modo geral, ela deve se alimentar a cada três horas, contando a partir do café da manhã. Mas, se acorda um pouco mais tarde e faz um bom desjejum, talvez seja o caso apenas de adiantar o almoço. O mais importante, segundo a nutricionista e colunista da CRESCER Paola Preusse, é respeitar a individualidade do seu filho. Só ele saberá dizer quando está satisfeito, por isso, observe se há sobras na lancheira. “A criança determina a quantidade e nós, pais, a qualidade”, conclui Paola, mãe de Clara, 5, e autora do blog Maternidade Colorida.
 
Mas, além de saudável, existe um outro requisito crucial para que os lanches cumpram seu papel: a praticidade. Porque, na correria do dia a dia, é mais fácil e rápido colocar na lancheira um pacote (que já vem pronto, limpo e no tamanho ideal) do que preparar uma receita elaborada. Quem nunca? Não precisa ser assim. “Para começar, o melhor fast-food que existe são as frutas”, ensina Priscila. Por isso, elas podem e devem fazer parte da merenda diariamente. A nutricionista Elaine de Pádua, mestre em nutrição pela Universidade de São Paulo (Unifesp), dá outra dica certeira. “Congele suco natural, que pode ser feito com frutas e verduras, em fôrmas de gelo. Pela manhã, é só colocar três pedras na garrafa térmica e pronto. Na hora do recreio, a bebida estará fresquinha”, diz. Pães e bolos caseiros também podem ser preparados nos finais de semana e congelados em porções individuais (melhor ainda se sobrar para você levar na sua marmita!), assim como pastas e patês, que duram de dois a três dias na geladeira. E, se tem pouco tempo de manhã, a melhor alternativa é deixar tudo higienizado/picado/guardado na véspera.
 
Por fim, os lanches têm de ser gostosos. Afinal, o recreio é um momento de… recreação. Para tanto, cabe aos pais a constante tarefa de variar o cardápio da família, de maneira que os pequenos desenvolvam o próprio paladar. E, aos poucos, aprendam a apreciar tanto uma maçã quanto um biscoito. Nas próximas páginas, confira cinco opções de lanche que reúnem tudo isso, com receitas e dicas (possíveis), para comer em casa ou na escola.
 
Restrições à mesa
 
Alergia alimentar não é frescura e, sim, uma reação exacerbada do corpo a alguma substância que considere ameaçadora. Sintomas leves incluem urticária, vômito e espirros e, entre os mais graves, estão desmaio e anafilaxia, uma condição que pode interromper a respiração e levar à morte. Portanto, todo cuidado é pouco.
 
Segundo a alergista Renata Cocco, coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, os momentos de refeição coletiva são os mais críticos para transgressões acidentais, seja pela contaminação de utensílios, seja pela presença de alérgenos em quantidades ínfimas. Por isso, desde a matrícula, é essencial que todos os funcionários da escola, além dos pais dos colegas da criança, sejam comunicados sobre o problema.
 
“As crianças alérgicas devem ser instruídas a não aceitar alimentos de outras crianças e de adultos que não sejam seus cuidadores, e as já alfabetizadas, a identificar no rótulo as substâncias que provocam reação”, alerta Renata.
 
De acordo com a gravidade dos sintomas, o arsenal terapêutico deve incluir antialérgicos, corticoides ou a caneta de adrenalina. Não esqueça de deixá-los na mochila e entregá-la à coordenação, para o caso de haver alguma emergência!
 
Fonte: Malu Echeverria e Juliana Malacarne
https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Alimentacao/Lancheira/noticia/2018/02/como-preparar-lancheira-do-seu-filho.html

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